Ferramentas da Qualidade – Oficina de Melhorias em Controle de Pragas

Desenvolvimento é um processo evolutivo e permanente, ocorrendo numa dinâmica que se manifesta de forma diversa dia a dia. Os processos de criação das pessoas interferem nos processos de criação das empresas. Por sua vez, as pessoas recebem reciprocamente dessas empresas, influências das suas Culturas, Valores, Crenças e Procedimentos. O balanceamento ideal dessas reações gera um aculturamento permanente, vivo e evolutivo.

 

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Corporações que tem habilidade em irradiar suas Missões, Culturas e Valores aos colaboradores, obtém sucesso nesse desenvolvimento, pois o grupo cresce de forma consciente e profissional, com oportunidade de capacitação e aptidão, numa melhoria permanente e constante de todos, para a Qualidade!

Corporações que tem habilidade em irradiar suas Missões, Culturas e Valores aos colaboradores, obtém sucesso no desenvolvimento

Porém, quando resistências e paradigmas arraigados impedem rumos emergentes, limitando ou atrofiando os processos de Kaizen e Empowerment, as empresas estagnam ou pior, andam para trás: regridem! Impera a constante falta de tempo. Os problemas se resolvem com imediatas discussões, ‘achismos’ e não por investigação e base em fatos. Surge o “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Podem até haver seguidores, mas não líderes. Esse vácuo de profissionais que “fazem as coisas acontecerem” é detectado pelo mercado, pelos clientes que exigem a qualidade anteriormente oferecida e cabe à empresa inteligente adotar ferramentas que gerem mudanças para melhor. O ajuste fino entre empresas e seus mercados é delicado. É necessário entender expectativas, conviver com o outro lado do negócio e acreditar que o sucesso do cliente é nosso sucesso. O sucesso em Controle de Pragas é inteligência.

 

Neste ambiente farmacêutico / alimentício / cosmético de siglas como PCCs, GMP, HACCP, FSSC, FMEA, Codex, BRC e GFSI, mais uma é alçada da cartola: o WCM.

 

Falamos em GMP Avançado ‘só Boas’ não! As Melhores Práticas sim, mas o atalho ao futuro urge antever ferramentas. Sistema Seis Sigma é estudado pelos times Black, Green, Yellow e White Belts, na minúcia de passar das ppm de falhas às ppb. Muitas empresas atuando no cenário ISO 22.000 FSSC incorporam na cultura corporativa de qualidade, aplicação do Six Sigma, engenharia reversa ou Lean Manufacturing.

WCM por sua vez é “World Class Manufacturing“, ferramenta para líderes, filosofia gerencial que objetiva levar a empresa a obter os melhores níveis de desempenho, a excelência.

WCM por sua vez é “World Class Manufacturing“ ou “Produção de Classe Mundial“. É ferramenta para líderes, filosofia gerencial que objetiva levar a empresa a obter os melhores níveis de desempenho, a excelência. Não simples excelência em âmbito municipal ou estadual, mas pensando e agindo grande, em esfera de país, continente, uma excelência filosófica global, mundial! Filosófica porque não é o ‘Estado’ que fará isso acontecer – e sim o espírito das pessoas, índole para o melhor. Um padrão mais evoluído em CIP e prestação de serviços em saúde e saneamento.

Requer foco no cliente e resultados, dinamismo, benchmarking. É sedimentada por um novo pensamento que migra da tentativa e erro, evolui nas auditorias, lapida políticas e princípios e se cristaliza na maturidade da cultura e valores da empresa. É vivo e constantemente aperfeiçoado, processos são estudados e melhorados diariamente.

 

Incorpora Kaizen, PDCA, de quebra de paradigmas (ruptura de rotinas) e rigorosa medição / análise de falhas. Aplicação totalmente factível no Controle de Contaminação de alimentos, pois requisitos hoje contemplam detalhes ínfimos de segurança numa escala de discussão mundial, como biossegurança, sustentabilidade, planos de contingências, check de vulnerabilidades, matriz de competências…

Registros comprobatórios de conformidade do sistema aos limites críticos e adequações a regulamentações internacionais são exigências mandatórias no comércio global de alimentos e afins. É “Quality Assurance”, real, ativo, gerador de protocolos na excelência em Segurança dos Alimentos, e menor risco de infestação por pragas.

 

O pesquisador criativo aplica o Check List de Osborn. Trata-se de um estimulante da criatividade, um mapa para aberturas do intelecto. Surgem centenas de idéias com o emprego desse esquema. Sempre que se quiser desenvolver um projeto, são inicialmente formuladas 6  PERGUNTAS BÁSICAS INICIAIS, tidas como o ABC da Informação (ou 5W1H):

 6  PERGUNTAS BÁSICAS INICIAIS

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Logo após a planificação dessas 6 perguntas básicas iniciais, são incorporadas então as

9 INDAGAÇÕES TÉCNICAS :

  1. Imagine outros usos, outras aplicações, um brainstorming
  2. Imagine uma adaptação, um recurso melhor, algo não percebido …
  3.  Imagine uma diminuição, ou redução, uma síntese …
  4. Imagine uma ampliação ou adição, visualize maior …
  5. Imagine uma substituição, quebre o paradigma …
  6. Imagine um rearranjo, um “zoom” de vai e vem na percepção …
  7. Imagine o inverso, o imprevisível, antecipe a lei de Murphy …
  8. Imagine uma combinação, junção sinérgica …
  9. Imagine talvez deixar como está ou então até como era antes …

Escreva, escreva no papel essas possíveis alternativas, proposições.

Logo em seguida, faz-se a combinação / cruzamento, das 6 perguntas básicas iniciais mais as 9 perguntas técnicas, com os 45 FATORES QUALIFICANTES  que são:

 45 FATORES QUALIFICANTES

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Check List de Osborn dá 90.558 alternativas a serem estudadas, usando várias tabelas pré-escritas numa intersecção de todos os elementos. A esse conjunto que serve de instrumento de emulsão para estimular a criatividade e gerar alternativas damos o nome de REGUA HEURÍSTiCA. Serve para dar uma direção consciente ao pensamento criativo. Ajuda a focar ações. Ao se deparar com uma contaminação, o que fazer?

 

Um exemplo: Suponha que se queira fazer um quadro de procedimento ou criar uma embalagem nova. Em primeiro lugar e necessário ter um QR (Quadro de Referência), isto é, necessário olhar para vários modelos para ter idéias. Daí é só aplicar os conjuntos de questões. O que sucederá se esta apresentação fosse reduzida? E se invertêssemos essa impressão? O que poderia combinar com ela? E se eu reduzisse esse texto? Ficaria moderno? E se eu ampliasse a finalidade do assunto? E se eu rearranjasse a ordem das imagens e letras? E se eu reduzisse a largura? Um expertise criativo estará sempre perguntando: Devo usar isto de forma  diferente? Quem pode fazer de forma diversa? Quem deve? Quando? Onde? O que pode? Que tal se eu inverter a maneira velha? Inverter a ordem, a posição, a cobertura, a dimensão? E se eu combinar movimento com espaço? E se eu ampliar uma parte fraca? Tempo? Estrutura? Ordem? E se eu dividir a forma velha? Ficará nova? E assim por diante, são milhares de disposições de idéias! É imaginação, mutação, entalpia de evolução.

Importante é que empresas Classe Mundial – são formadas por pessoas Classe Mundial! Tais líderes são especialistas no repertório de ferramentas. Além do WCM, há grande gama de outras ferramentas nessa caixa, que nunca se esgota:

CAIXA DE FERRAMENTAS USUAIS NA ENGENHARIA DOS PROCESSOS

 

APQP (Advanced Product Quality Planning)
Fornece diretrizes para produzir um plano da qualidade do produto que apoie o desenvolvimento de um produto ou serviço que satisfaça o cliente. Objetivo é padronizar manuais de referência, procedimentos e nomenclaturas para a base de fornecimento.
CONTROL PLAN
Um sumário escrito dos sistemas utilizados para monitorar a variabilidade de principais produtos e de características do processo. Descreve as ações requeridas no processo de produção para manter o monitoramento estatístico e resume toda a estratégia do controle.
DVP&R (Design Verification Plan and Report)
Metodologia para desenvolver plano de verificação que especifique todos os testes e avaliações necessárias para assegurar que critérios funcionais e de confiabilidade, intervalos da confiança e exigências estabelecidas, estão definidos em termos mensuráveis, e para documentar resultados de todos os ensaios executados
FMEA (Failure Mode Effects Analysis)
Procedimento analítico sistemático, detalhado, indutivo, usado para identificar problemas potenciais de pontos específicos (falhas e não conformidades), causas raiz e consequências dos problemas junto com ações recomendadas para eliminar a real possibilidade de ocorrência do problema. Base do HACCP.
FTA (Fault Tree Analysis)
Método dedutivo usado para identificar causas potenciais específicas e genéricas da falha que um produto, sistema ou processo podem apresentar. A informação potencial da falha é então usada, após a análise da árvore de falhas
FTC (First Time Capability)
Parte de um estudo da capabilidade de processo que identifique a capabilidade de um processo por operação. Expressado normalmente como a porcentagem das peças produzidas dentro da especificação.
GD&T (Geometric Dimensioning and Tolerance)
Código internacional de símbolos de engenharia que define exigências funcionais de uma peça enquanto fornece potencial para economia e melhoria de qualidade. É baseada nas normas ANSI/ ASME – Y145 e fornece meios para o cálculo de dimensões e tolerâncias
PSO (Process Sign Off)
Revisão sistemática e sequencial do processo de fabricação do fornecedor no cumprimento do cronograma, incluindo mão de obra, facilidades, equipamento, material, métodos, procedimentos, níveis de software e ferramentas. Objetiva verificar prontidão do processo de produção do fornecedor e assegurar a compreensão completa do programa
QFD (Quality Function Deployment)
Metodologia para saber o que o cliente/ usuário quer e precisa (exigências), traduzindo estas exigências em projeto técnico e requerimentos funcionais, e desdobrando estas exigências traduzidas para peças, processos e controles.
SIX SIGMA (6α)
Filosofia organizacional que consiste em centrar a média da distribuição das 6 unidades de desvio padrão do processo afastado dos limites de especificação. Os resultados devem ser: eliminação dos defeitos, redução dos custos de desenvolvimento, redução do lead time de desenvolvimento, redução dos níveis de inventário, aumento das margens de lucro e aumento da fidelidade do cliente.
SWOT
Planificação de Forças Fraquezas Oportunidades e Ameaças – Strenghts > Weaknesses > Opportunities > Threats
TPM (Total Productive Maintenance)
Filosofia e sistema para assegurar a performance de equipamento
TQM (Total Quality Management)
Administração de todas as técnicas e ferramentas da qualidade para assegurar a melhor performance (zero defeito)
OHSAS 18001 (OSHA)
Requisitos da Occupational Safety and Health Administration (EUA) para criar e manter sistema que garanta a segurança e saúde dos colaboradores da empresa, além de permitir com sua utilização eficiente, consideráveis aumentos de produtividade dos trabalhadores pela melhoria da qualidade de vida no trabalho
SMARTER
Planificação de Ações Medidas Responsabilidades Recursos Tempo Expectativas Resultados – Specifics; Measures; Accountabilitys; Resouces; Time; Expectation; Results
MASP
Método de Análise e Solução de Problemas em 8 passos, considerando a metodologia do PDCA (planejar > executar > verificar > e agir) para resolução de problemas
JUST IN TIME
Filosofia organizacional e um sistema de gerenciamento integrado que enfoca que a produção somente do que é necessário e quando necessário, eliminando o desperdício
LEAN MANUFACTURING
Processo mudança organizacional incluindo JIT, TQM e TPM para criar o valor do cliente que usa o processo de valor agregado com desperdício mínimo. As noções essenciais são > todo o trabalho pode constantemente ser melhorado > todos os processos contém desperdícios > eliminar desperdícios fornece o valor real do cliente. Manufatura enxuta
MAS (Measurement Systems Analysis)
Apresenta diretrizes para preparar um procedimento para avaliar a qualidade de um sistema de medição. As diretrizes são pretendidas primeiramente para os sistemas de medição usados em conjunto com processos de produção.
POKA YOKE (Mistake Proofing)
Qualquer mudança na operação que ajuda o operador a reduzir ou eliminar erros e/ou fornecer o feedback imediato e ação corretiva. A finalidade é impedir que os erros continuem no processo ou sejam transferidos para o cliente.
PROBLEM SOLVING / PRISM
Método sistemático para identificar a causa raiz de um problema e para implementar uma solução para eliminá-lo
PRW (Problem Resolution Workshop)
PRW foca a rápida solução de problemas constantes com suporte e participação da engenharia, da produção, da qualidade e dos fornecedores. Concentra três aspectos principais: propriedade > velocidade > validação. Todos possuem os problemas e têm a responsabilidade de resolvê-los. Todos pensam em termos de velocidade de solução > o que podemos fazer agora para proteger o cliente destes problemas.
CICLO DE SHEWART
O mesmo que Ciclo PDCA. O nome “Ciclo de Shewart” foi dado por Deming, em homenagem ao pioneiro do controle estatístico, o Dr. Walter Shewart. Os japoneses o denominam de Ciclo de Deming, pois foi ele quem o introduziu naquele país em 1950
6M / CAUSA EFEITO / Espinha de peixe / Diagrama Ishikawa
Representação de 6 linhas de investigação na detecção de causas de falhas: Materiais > Máquinas > Mão de obra > Meio ambiente > Medição > e Método.
Princípio dos 3 Gen
Ir no local do problema > Genba; Observar evidências ou itens afetados > Genbutsu; Comprovar o fato > Gensho. Metodologia japonesa sinestésica.
5W 2H
Check list utilizado para garantir que a operação seja conduzida sem nenhuma dúvida por parte das chefias e subordinados. Os 5W correspondem as seguintes palavras em inglês: What (o que) > Who (quem) > Where (onde) > When(quando) > e finalmente Why (por que). O H corresponde a How (como) > ou seja, método a ser utilizado para conduzir a operação. Atualmente se inclui mais um novo H (How much / Quanto custa) > transformando o método original 5W 1H em 5W 2H.
TOC – THEORY OF CONSTRAINTS (Teoria das Restrições)
Técnica administrativa desenvolvida pelo físico israelense Eliyahu Goldratt, que consiste em identificar e eliminar as restrições (ou gargalos) em todas as atividades do negócio
FORCE FIELD ANALYSIS – FFA (Ánálise do Campo de Forças)
Técnica de grupo desenvolvida por Kurt Lewis na década de quarenta. Seu emprego é na análise de situações complexas com muitas variaveis. Em qualquer situação problemática, chega-se à condição de forças opostas. Forças (restritivas) inibem a melhoria do problema. Uma balança de prós e contras.
FMECA – FAILURE MODE EFFECTS AND CRITICALITY ANALYSIS
Modo, Efeito e Criticidade de Falhas – Procedimento a ser aplicado após FMEA para classificar cada efeito potencial de falha, de acordo com sua severidade e probabilidade de ocorrência. Empregado em defesa, áreas espaciais e bioterrorismo.
DFMEA – Design Failure Modes and Effects Analysis – Em desenhos, projetos
PFMEA – Process Failure Modes and Effects Analysis – Em sistemas, processos
STORYBOARDING
Método que usa cartões ou folhas de papel afixados à parede, facilitando o trabalho da equipe no planejamento e esforço criativo. Permite comunicação eficaz e imediata entre membros da equipe centralizando em área visível para todos, as contribuições. Atividade criativa em execução fica visível no local com participação técnica para organizar logicamente e visualizar plano de solução de problemas.

 

Bons trabalhos com sua caixa de ferramentas! Incremente com outras, específicas de sua área de atuação. A manutenção dos sistemas exige ‘Pessoas Classe Mundial’  com atenção aos processos e que utilizam seus recursos, conhecimentos e habilidades em constante evolução de atitudes para evitar infestações de insetos e aves.

Ter tempo é questão de opção, estar junto a essa evolução é questão de verdade, cumplicidade e desejo. Pense Nisso!

Referências Bibliográficas

  • Glossário da Qualidade Total – QFCO – Belo Horizonte, 1994
  • Dicionário da Qualidade QAGT Ltda.
  • Dinâmica de Motivação e Sucesso – Maurício Góes
  • Dicionário da Qualidade – Revista Controle da Qualidade
  • Glossário IMAM da Qualidade & Produtividade – SP, 1994
  • Cartilhas Técnicas  – Qualidade em Quadrinhos – SP
  • Memory Jogger – Qualidade Ferramentas para uma Melhoria Contínua – Michael Brassard Qualitymark RJ, 1992
  • Guia de Resolução de Problemas – Nelson Aparecido Alves Qualitymark RJ, 1992
  • Revista Nacional da Carne BTS – Programas de Qualidade e a metodologia MASP Cristiane Marques e Douglas Agostinho – SP, junho 2012
  • www.isoflex.com.br

 

 

Prof. José Carlos Giordano

Prof. José Carlos Giordano
JCG Assessoria em Higiene e Qualidade
Consultor em Food Safety
www.jcgassessoria.com.br | +55 11 99977-5949

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