Produtos com qualidade no Food Safety – Visão e Estratégias

Em qualquer empresa somos constantemente colocados diante de situações que envolvem planejamento – seja inicialmente o nosso trabalho do dia a dia específico, como os compartilhamentos com os iguais, a hierarquia superior e inferior e as relações com clientes. Tudo dentro do contexto de grupo onde o indivíduo sozinho deve saber como planejar o coletivo.

A ciência já comprovou mais de 30 tipos de inteligências que agem diferentemente em cada indivíduo, em maior ou menor grau, refletindo nos rumos da empresa – afinal, é o conjunto do discurso e ações que norteiam cada empreendimento em direção ao acerto estratégico (pelo menos é o que se espera) com engajamento das equipes.

Propósitos da Qualidade em alimentos / serviços e seus afins são eloquentes em mostrar um panorama positivo para a validação, endossando a prioridade de protocolos reais e factíveis. Não estamos na fala recorrente de fazer apologia as Boas Práticas na Prática, mas é reflexo verdadeiro de um consumidor exigente! As normas BRC (British Retail Consortium), sistema PAS 220, FSSC 22.000, são verdades veementes. Os focos restritivos de Food Defense & Fraud idem.

E não basta só ter o conhecimento, a habilidade e as atitudes necessárias para se desenvolver as competências da empresa, se a empresa não souber onde, quando e como utilizá-las.

E não basta só ter o conhecimento, a habilidade e as atitudes necessárias para se desenvolver as competências da empresa, se a empresa não souber onde, quando e como utilizá-las. O valor adquirido da competência pode se perder nos meandros da ‘burrocracia’.

Gestão Food Safety requer sim Visão Sistêmica, orientando a capacidade de análise da empresa em centrar suas competências da melhor forma possível, visando o bem comum e a mudança para melhor, com menores riscos e maiores excelências.
Assim, além de todos ‘saberem fazer’, ‘poderem fazer’ e ‘quererem fazer’ é preciso ‘fazerem o melhor’. E isso é muito mais uma questão de intenção do que de forma.

food safety

A estratégia deve se iniciar na própria visão de futuro, e não colocarmos a lição de casa apenas como obrigação só empresarial! Um exemplo de política a ser seguida, visando uma projeção de 5 anos, foi adotada pelo Ministério da Agricultura que criou um mapa estratégico de 24 itens englobando 4 níveis que definem foco , ação e transformação :

  1. Perspectivas da Sociedade
  2. Perspectivas do Agronegócio e Parceiros
  3. Perspectiva de Processos Internos
  4. Perspectiva de Pessoas, Aprendizado e Crescimento

A Missão do Mapa foi estabelecida de forma integrada, resultado de discussões e lapidações das inúmeras tarefas e responsabilidades, antes dos recentes anos de crise:
“Promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade do agronegócio em benefício da sociedade brasileira.”
Para atingir essa meta prevista para 2015 e encorajando melhores performances, o MAPA elegeu sua visão desde 2010, pena que no percurso tivemos a deterioração política brasileira.
“Ser reconhecido pela qualidade e agilidade na implementação de políticas e na prestação de serviços para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.”
Foi um modelo sério e competente, que pode e deve servir de inspiração (e transpiração em aplicar) para o empresariado, colocando de forma transparente um plano de ação:

“MELHORAR A COMUNICAÇÃO ENTRE AS ÁREAS, MOTIVAR PESSOAS, INCENTIVAR A ATUAÇÃO DE EQUIPES INTERDISCIPLINARES, DESENVOLVER COMPETÊNCIAS E TALENTOS, FORTALECER UMA CULTURA FOCADA EM RESULTADOS. O MAPA ASSUME O COMPROMISSO DE CAPACITAR PESSOAS PARA REALIZAREM OS OBJETIVOS TRAÇADOS EM SUA ESTRATÉGIA.”

 

As etapas foram esclarecidas, com inúmeras formas simples e claras de divulgação.

A Missão traduz o que devemos buscar todos os dias.

A Visão é o que queremos conquistar com essa busca diária.

Os Valores são as competências que devemos aprimorar para alcançar nossos objetivos.

E a Estratégia é o caminho que devemos seguir para superar os desafios para o crescimento sustentável do nosso país.

Cinco pilares deram contorno ao projeto:

  • Gestão da informação e conhecimento
  • Orientação a resultados
  • Valorizar pessoas e estimular o trabalho em equipes
  • Desenvolver a comunicação interna
  • Competências

No objetivo de transformar esforços em resultados de excelência colocamos dois aspectos em realce neste momento de muito trabalho para superar as falhas da gestão política:
Processos internos – Processos eficazes e inovadores sustentam nossas ações!
Pessoas, aprendizado e conhecimento – Somente as pessoas, com seus talentos, vontades, conhecimentos e comprometimentos, superam desafios!
Por sua vez, 13 itens base compõem o plano estratégico:
Processo de gestão estratégica, infraestrutura e pessoas, estudos de prospecção e avaliação, acesso às informações, conhecimento sobre o Agronegócio, execução orçamentária, articulação com o agronegócio, imagem do MAPA, implementação de políticas públicas, integração das cadeias produtivas, agregar valor à produção, acesso às tecnologias e finaliza com : Inocuidade e Qualidade dos alimentos ! O GMP, o HACCP, o FSSC.

Num contraponto dessa busca pela excelência, apresentamos reflexão de 1984, num interessante recall de História da Qualidade atualizado com a visão Ultralight:

Pensamento há mais de uma geração, a todos empreendedores!

Para se obter êxito na produção de um produto de alta qualidade, a empresa deve:
  • Ter clara compreensão dos nossos produtos, suas aptidões e aplicações.
  • Assegurar-se de que todos os funcionários conheçam os produtos, suas aptidões e aplicações. Missão que a Ultralight conduz e agora amplia com a Bird-B-Gone.
  • Compreender quem são nossos consumidores.
  • Compreender os requisitos dos nossos clientes. Ter opções e boas surpresas.
  • Ter clara definição dos níveis de qualidade aceitáveis dos nossos produtos.
  • Ter clara compreensão do que nossos consumidores definem como níveis de qualidade aceitáveis dos nossos produtos. É o que a Ultralight otimiza constantemente.
  • Ter meios efetivos de medida da qualidade de nossos produtos. Ampliar visão do HACCP para FMEA, cobrindo vulnerabilidades em controle de pássaros e insetos voadores.
  • Solicitar de nossos consumidores, observações e avaliações relativas à qualidade de nossos produtos e serviços. Interagir em fóruns técnicos, como a Sulprag agora em Florianópolis.
  • Comunicar frequentemente aos nossos funcionários a importância em produzir produtos de qualidade. Frigorífico Aurora, Kopenhagen, Anaconda e café Cacique são bons exemplos.
  • Enfatizar continuamente aos funcionários, que o bom desempenho de suas tarefas contribui para a qualidade do produto. Equipe coesa, gestão de pessoas com foco e resultados.
  • Identificar, minimizar ou eliminar os fatores de operação que afetam e diminuem a qualidade do produto. Controle Integrado de Pragas, por exemplo, é item inexorável de GMP HACCP PAS 220.
  • Utilizar técnicas que solicitem e estimulem os funcionários a inovarem, dar idéias e recomendações que aumentem a qualidade do produto. Melhoria Contínua, PDCA …
  • Utilizar técnicas que solicitem idéias e observações do consumidor para melhorar a qualidade do produto. É o departamento de atendimento a elogios , não departamento de atendimento a reclamações.
  • Dedicar-se seriamente e adequadamente às ideias e recomendações dos empregados, consumidores, bons parceiros – como a Ultralight. Brilho nos olhos.
  • Utilizar técnicas efetivas para testar e avaliar novas ideias e recomendações. Mente aberta.

 

Referência: Management Review 05/1984, “Strategies for setting up a “Comment to excellence policy – and wanking it work”.

Pense e aplique essas duas óticas e, sucesso!

 

Prof. José Carlos Giordano

Prof. José Carlos Giordano
JCG Assessoria em Higiene e Qualidade
Consultor em Food Safety
www.jcgassessoria.com.br | +55 11 99977-5949

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